terça-feira, 23 de julho de 2013

ESBOÇO DE TEOLOGIA SISTEMÁTICA



Resumo: Livro – Esboço deTeologia Sistemática de A. B Langston

Estudos preliminares
Há certos estudos que não pertence propriamente a teologia sistemática; mas, por estarem muito relacionadas e muito próximas ao estudo da teologia, é necessário entende-las para uma maior compreensão do estudo de Teologia sistemática.

1- Religião

È necessário que se entenda melhor sobre religião, pois dela depende a teologia. Sem o entendimento claro de uma, não podemos entender a outra. Consideramos então religião:
1.1 Definição. È a vida do homem em suas relações sobre humanas, a relação entre o homem e DEUS, o criador, poderoso, invisível e autoridade suprema que está acima do homem, do qual o mesmo é capaz de ter comunhão.
A religião é vida em DEUS, o homem dependente de um poder, responsável por uma autoridade e adaptável a uma comunhão intima com uma realidade invisível. Toda essa idéia exclui o fato de que a religião é doutrina.
Religião vem da própria constituição do homem. Somos essencialmente religiosos. Como prova disso, é o fato de toda tribo em todos os lugares do mundo, mesmo sendo a mais distinta e mais distante, encontra-se algum tipo de culto ou idéia religiosa. A religião é tão natural quanto, beber, comer, o amor, a saudade. Este fato serve para demonstrar e provar que sempre se encontra necessidade de religião e relacionar-se com o Ser Supremo.
Muito grave é o fato de se confundir religião com as suas manifestações como aconteceu com os fariseus na bíblia. È verdade sim que a religião envolve culto, sacrifício próprio, e oração, mas essas coisas não formam a essência da religião, pois são apenas manifestações do espírito religioso. A glória da religião não se acha nas coisas em que fazemos, mas sim na realidade de um DEUS bondoso e misericordioso, e assim ter plena comunhão com Ele.
A Religião é então vida em DEUS, vida que se manifesta em todos os nossos atos e em todas as nossas relações.


2- Relações Entre Teologia e Religião
A teologia estuda aquilo de que a religião é a realidade. Como vimos, a religião é vida em DEUS, vontades e afeições. A vida religiosa envolve o homem e todo o seu ser, e suas experiências com DEUS no decorrer de sua vida constituem a sua teologia. Teologia é, portanto, necessária e natural.
O homem não pode deixar de ter uma teologia, Além das nossas experiências, a nossa teologia consta também de revelações de DEUS. DEUS é muito mais do que podemos experimentar. Se nossa teologia for simplesmente experiências, ela seria muito deficiente.
A teologia é então, um estudo acerca de DEUS, baseado na sua experiência com e na revelação Divina. Trata-se  não só da pessoa de DEUS, mas também das suas relações com o universo.

3- Revelação
Entendemos que a revelação é a manifestação que DEUS faz de si mesmo ao homem. Esse modo de definir revelação acentua que o que se revela é o próprio DEUS, e não algo relacionado a DEUS. Na revelação, DEUS faz-se conhecido dos homens nas suas personalidades e relações. Revelar é informar, e é exatamente o que DEUS tem feito. Em salmos 103:7 diz: “Fez conhecidos os seus caminhos a Moisés, e os seus feitos aos filhos de Israel”.
A revelação não tem por fim a simplesmente informar o homem a cerca de DEUS, mas também descobrir DEUS ao homem. DEUS quer que o homem o conheça; daí a razão dele ter se revelado.

4- O objetivo da Teologia Sistemática
Pretendemos selecionar fatos das quais nos façam conhecer mais a DEUS, suas relações com o universo e organizá-los num sistema racional. Não se encontra na bíblia uma teologia sistemática já feita e ordenada, mas encontram-se fatos das quais podemos organizar, dar forma, e sistematizá-las.
O fim, portanto da teologia sistemática, mão é criar fatos, mas sim descobri-los e organizá-los em um sistema, estudando a teologia, os pensamentos de DEUS, as experiências dos melhores homens que sempre existiram.

5- A Possibilidade de Termos uma Teologia
A possibilidade de termos uma teologia baseia se em três grades verdades, a saber:
·        Deus existe e tem relações com o mundo;
·        O homem é feito a imagem de DEUS, e é capaz de receber e entender o que DEUS revela;
·        Deus tem se revelado.
Se DEUS existe, e tem se revelado ao homem que é capaz de receber a sua revelação, concluímos que é possível existir a teologia sistemática.

6- A Importância do Estudo
È muito importante o estudo da teologia sistemática, estudar com exatidão alguma coisa a cerca do mundo, do universo, do homem, de Cristo, da salvação e em suma, se informar de tudo o que seja de primordial interesse do homem, que tem por foca, aprender de DEUS. Fora das relações de DEUS não se encontra tal conhecimento, por isso baseamos o nosso estudo naquilo que DEUS tem revelado ao homem.

7- Fontes da Teologia Sistemática
De toda a parte vem o material. Temos que aprender tudo aquilo que possa nos ensinar um pouco mais a respeito de DEUS, e de suas relações com o mundo. O material da teologia pode vir portanto, de toda criação.

-  A Revelação Cristã - Fonte da Teologia Sistemática
Entendemos que a revelação cristã é a manifestação de DEUS na pessoa e no trabalho de JESUS CRISTO, e a sua preparação para a sua vinda. Mas as revelações mais ricas e mais espirituais se encontram em CRISTO JESUS, no que Ele era no que disse e no que fez.
8.1 – A maneira por que se efetuou a revelação. Podemos dizer que a revelação foi feita na vida. Esta é a revelação completa e perfeita. A revelação consta mais do que DEUS fez do que daquilo que disse
Em êxodo 4:2-8, Deus revelou-se a Moisés por meio de atos, quando transformou o seu cajado em cobra e a sua mão sã em uma mão leprosa. Outro exemplo claro se encontra em João 2:14-16 que deve ser linda.
Portanto, a revelação de DEUS não se fez primeiramente nas escrituras e depois na vida, mas, pelo contrário, DEUS se manifestou primeiramente na vida e depois nas escrituras. Por exemplo, a revelação no livro de êxodo operou-se, antes de tudo, na vida daquele povo. Se tirarmos do velho testamento, tudo o que DEUS fez e se revelou pela vida dos seus servos, veríamos reduzido a um volume ininteligível.
Quando DEUS se revelou em CRISTO JESUS, seguiu o mesmo método. Já que de tal forma, pensamos que a revelação de DEUS só se pode achar através das escrituras, que julgamos que não havia revelação antes das escrituras. Porém não é assim. A revelação fez-se principalmente pela vida dos servos, dos profetas, de JESUS CRISTO o seu filho, e dos apóstolos. As escrituras são o resultado desta revelação. Contudo, concluímos então que a revelação está completa em CRISTO, e que nele se encerra tudo o que tinha que manifestar ao mundo. Sabendo porém, que DEUS não se limitou somente a este meio, mas também se revelou de outros modos, como podemos ver em Hebreus 1:1.
8.2 – A maneira de conservar a revelação. Sabemos que o veiculo principal da revelação é a vida, especialmente a vida de JESUS CRISTO. Então, vamos considerar o assunto de como DEUS conservou essa verdade pura, revelada em seus servos e em Seu filho unigênito.
8.2.1 – Como se conservou a revelação. A melhor maneira de preservar a verdade é reencarná-la. A verdade viva é a única verdade garantida. DEUS desde o principio, sempre procurou encarnar a verdade no coração dos seus filhos. A encarnação de JESUS é a culminação de todo este processo. Deus sempre exigiu de seus escolhidos que viessem a praticar a verdade.
Sabemos que os primitivos cristãos não possuíam o novo testamento; tinham, porém, a revelação de DEUS através de JESU CRISTO e preservada na sua vida. E realmente as doutrinas básicas do cristianismo não foram dadas tanto para objeto da nossa crença mais também como objeto da nossa experiência.
Se DEUS não tivesse encarnado a verdade em seus servos, apóstolos, profetas em geral, não teríamos hoje da verdade a porção preciosa que possuímos.
8.2.2 – A revelação conservada na bíblia. A revelação está também revelada na bíblia que significa coleção de livros. E, sem duvida alguma a mesma verdade revelada e conservada na vida, é a que temos nas escrituras.
A bíblia é dividida em duas pastes, Velho testamento e Novo testamento. O velho testamento é quem contém os livros da lei, dos históricos, proféticos, poéticos; são enfim a soma de toda a literatura sagrada do povo hebraico; o novo testamento que consta dos quatro evangelhos, que tratam da biografia de JESUS, dos apóstolos e cartas dos apóstolos ás igrejas. Esta é a literatura primitiva do cristianismo. È também um livro por excelência.

A revelação é à base das escrituras. DEUS serviu-se dos israelitas para manifestar-se ao mundo, e que ao completar a plenitude dos tempos, enviou o seu único filho, a fim de consumar a revelação já começada.
DEUS é nosso pai, e a bíblia, sua serva, que no-lo revela. JESUS é o Salvador, e a bíblia o seu servo que nos leva a seus pés. O espírito santo é o Ensinador, a bíblia é o seu compêndio. Como diz o salmista: “A palavra do SENHOR é uma lâmpada para os meus pés, e luz para os meus caminhos.

9- Fontes de Teologia fora da Revelação Cristã
A teologia é um estudo tão vasto, que abrange além da revelação cristã, abrange o homem, a sua constituição, a sua vida, a história e enfim o universo todo. Temos além da bíblia o livro da natureza que também nos revela a cerca de DEUS.
9.1 – o homem, uma das fontes de teologia sistemática. Na ciência da religião é o homem peça de grandíssima importância, pois é dele que vêm as experiências religiosas e a quem pertencem. Ainda mais, sendo o homem semelhança de DEUS e é quem pode nos fornecer dados mais preciosos a Seu respeito. È do homem que devemos descobrir as coisas mais sublimes a cerca de DEUS, por isso foi feito a imagem e a semelhança Dele. Estudando o homem, a vida particular de cada pessoa, podemos aprender lições valiosas a cerca de DEUS. Como por exemplo, a relação de pai e filho, entre esposos, pode mostrar coisas valiosíssimas a respeito do que DEUS tem para revelar ao mundo.
9.2 – O universo, outra fonte de teologia sistemática. Compõe-se de muitos sistemas de mundos. O mundo em que vivemos é um dos menores planetas. A bíblia diz que os céus declaram a Glória de DEUS e o firmamento anuncia as suas obras. O universo, portanto é uma fonte abundante para a teologia sistemática, pois é obra das mãos de DEUS. A ciência enriquece a idéia que temos do universo, e ,  ao mesmo tempo, a idéia de DEUS.


A Doutrina de DEUS

1- Os Atributos de Deus
Segundo a idéia cristã, DEUS é espírito pessoal. DEUS possui, portanto, os poderes essenciais a um espírito, que são: pensas, querer e sentir. O ser que se compõe desses poderes, procede de certas qualidades morais. As coisas que atribuímos a este Ser chamam-se atributos, que quer dizer uma qualidade atribuída a este Ser, que no caso de DEUS, tem seus atributos que são: Modos de atividade e qualidades do seu caráter.
Os elementos componentes constituem o Ser; os atributos revelam o ser. Deve-se notar então que os atributos não são DEUS, mas são os modos e as qualidades dEle.
Segundo a nossa definição, DEUS é espírito pessoal, perfeitamente bom, que em santo amor criou, sustenta e governa tudo; mas não podemos dizer q ele é onisciências, onipresença e etc. porque isto representa senão o modo de Ele agir.
A vontade não é atributo; a santidade, porém, que é uma das maneiras porque se manifesta a vontade na ação, é um atributo de DEUS. DEUS existe como um espírito pessoal e seus atributos lhe são inerentes, porque representam o seu modo de proceder e as suas qualidades morais, do qual também possui uma personalidade de vida.

Deus é vivo e é fonte de vida. A vida é indefinível, mas ao mesmo tempo é bem conhecida por suas manifestações.
Este DEUS vivo, portanto, é um DEUS que tem existência própria, isto é, tem em si mesmo a fonte de vida. Não houve quem originasse a vida em DEUS, e não há quem possa lhe tirar a vida, porque ele tem existência própria e é eterno desde a eternidade até a eternidade.

2- Atributos Naturais
2.1 – Onipresença. Por onipresença não se deve entender que DEUS enche o espaço como faz o universo. A relação de DEUS com o espaço na é a mesma que existe entre este e a matéria. Não podemos afirmar que DEUS está em toda a parte. Sendo DEUS espírito não ocupa espaço, só a matéria ocupa espaço. O espaço não existe para DEUS.
Como da mesma maneira é errôneo pensar que DEUS está dentro de tudo. Se DEUS estivesse em tudo, todas as coisas teriam vida divina, da qual, sabemos que não é assim.
A verdadeira idéia da onipresença de DEUS, é que ele age com a mesma facilidade com que pensa e quer, porque para DEUS não há espaço nem tempo. DEUS age sem precisar sair de um lugar a outro. DEUS está relacionado com tudo, e com isso, que havendo necessidade de agir, Ele age sem qualquer trabalho.
2.2 – Onisciência. A onisciência está muito próxima com a onipresença. Como em sua onipresença de não haver surpresas para DEUS, também em sua onisciência não há desconhecido. DEUS sabe de todas as coisas e não há nada q ele não possa explicar. A doutrina da onisciência é essencial para uma religião verdadeira, porque se DEUS não soubesse dirijir o universo ou não soubesse ensinar o plano de salvação e responder as nossas suplicas, seriamos criaturas infelizes.
2.3 – Onipotência. O que entendemos por onipotência moral, é que DEUS é tão poderoso que não pode praticar o mal e nem sequer pode ser tentado. Ele não pode mentir, enganar, nem deixar de cumprir suas promessas. Praticar o mal, é ser fraco; é carência de poder moral. Quem pratica o mal é por ele vencido e se torna escravo dele. DEUS, porém não é assim, pois tem o poder de não praticar o mal e nem pode ser por ele tentado. Que Maravilha!
2.4 – Unidade. Somados os atributos de DEUS, temos uma idéia da sua unidade  porque, temos na onipresença, temos DEUS presente em todas as coisas; na onisciência, temos a mente divina incompreensiva, conhecendo todas as coisas; na onipotência, temos um só poder dirigindo todas as coisas. O DEUS vivo é, portanto, é um SER único que nos manifesta diferentes modos de sua existência.
2.5 – Infinidade. Revela-nos ainda mais, estes atributos, a infinidade de DEUS; DEUS é onipresente porque não pode haver limites á sua presença; é onisciente porque a sua sabedoria se estende sobre todas as coisas, e é onipotente porque pelo seu poder, guia e dirige todas as coisas. È assim que chegamos a idéia da infinidade de DEUS e concluímos dizendo. Deus é infinito.
2.6 – Imutabilidade. Significa que em DEUS não há mudança alguma. Ele não muda de propósito, de pensamentos, nem de natureza, DEUS é sempre o mesmo.

3- Atributos Morais
3.1 – Santidade. È a santidade gloriosa da excelência moral de DEUS, principio básico de suas ações e aferidor único de suas de suas criaturas.
3.1.1 – A santidade em relação a DEUS. A santidade é a perfeita bondade de DEUS , ou, soma das suas qualidades morais.. DEUS é perfeitamente bom, e não contém defeito algum. È também o aferidor pelo qual se ajustam o caráter do próprio DEUS e o nosso.
3.1.2 – A santidade de DEUS em relação ao homem. Podemos em torno dessa subdivisão do tópico SANTIDADE expender as seguintes considerações:
a- A santidade determina o alvo de DEUS. Determina o alvo para onde DEUS tem em vista, conduzir o universo,
b- DEUS exige Santidade. Desde que a santidade determina o fim da criação, DEUS exige que sejam santos e bons todos os seres capazes de santidade de bondade. DEUS é Sant e exige que sejamos santos como Ele é Santo.
c- A natureza de DEUS é oposta do pecado. De tudo que foi dito, fica claro que DEUS  é inteiramente oposto ao pecado. O pecado é contrario as coisas de DEUS, portanto, Não há e nem pode existir aliança entre DEUS e o pecado.
3.2 – A justiça de DEUS. A justiça de DEUS quer dizer muito mais do que simplesmente castigo, porque ele só não garante a punição, como também garante patrocínio aos bons. DEUS sempre faz o que é certo, de acordo ao seu caráter.
3.3 – Amor. Uma das declarações supremas da revelação cristã é que DEUS é amor. O amor de DEUS é um amor perfeito,

 4- Santidade e Amor
Amor e santidade são bem semelhantes. A relação é intima, mas, ao mesmo tempo diferem entre si. DEUS não seria santo se não fora amor, e não seria amor se não fora santo. O amor oferece santidade e a santidade baseia-se no amor. Quando DEUS em Seu grande amor quer dar-se ao homem, ele quer dar santidade ao homem porque ele é santo. E quando o amor insiste com o homem em que aceite a dádiva, está insistindo que ele aceite a santidade.


A Doutrina de DEUS
 Provas da Existência de DEUS

1. Considerações preliminares. Já definimos o DEUS revelado por JESUS CRISTO, e desejamos agora expor as razões porque cremos na sua existência.

2- O Universo Prova a Existência de DEUS
A existência do universo nos dá duas alternativas que se deparam: Ou o universo é uma criação sustentada e dirigida por um ser inteligente ou oponente, ou é produto de uma evolução própria.
2.1 – Consideramos pois, em primeiro lugar, de que o universo veio por si próprio, por formas de elementos diferentes chamados de átomos, que por eles formam-se todos os seres.

2.2 – E em segundo lugar considerando de que tudo o que existe é criação de DEUS. È impossível aceitar a ultima idéia de que tudo se criou sozinho. Para afirmar a existência da matéria teremos que afirmar também que sua existência foi dada por outro ser já existente, isto é, temos que considerar que a matéria é como efeito e não como causa primária. DEUS é a grande causa do universo.

3- A História Universal Prova a Existência de DEUS
Nenhuma duvida pode haver sobre o fato de que em todos os lugares, em todos os tempos, entre todos os povos, tem havido uma crença na existência de DEUS.
Desde os primórdios da história, as idéias a cerca de DEUS tem sido mais freqüentes e preponderantes na vida dos homens desde os mais primórdios da terra.

4- As Percepções Humanas Provam a Existência de DEUS
Nossas percepções são divididas em 3 classes: percepções do mundo objetivo, ou das coisas que nos rodeiam; percepções do mundo subjetivo, ou do nosso próprio ser; e percepções do mundo espiritual, ou percepções religiosas. Se não há nada diante da mente nada se percebe, e não se pode ter percepção do nada, mas sim, das coisas que já existem. Se não existisse a arvore não poderíamos ter percepção de que ela existe. A percepção de uma árvore prova que ela existe. Assim também são as percepções de DEUS, Ele é o objeto que produz toda percepção do homem. Ele é a causa, a percepção é o efeito. Se ele não existe, temos um efeito sem causa, uma percepção sem o percebido, o que é absurdo. Os homens tem percebido DEUS, portanto, DEUS existe.

5- A Fé Prova a Existência de DEUS
A fé não é um argumento vão, porque a fé, sobre ser o alicerce de toda a vida, é também o alicerce de toda a ciência, que também se baseia na fé. A fé é a base de toda a vida social, comercial e religiosa. Como a fé descobre necessidades físicas e intelectuais do homem e induz a procurar a sua satisfação, de igual maneira opera no mundo espiritual, então o homem todo pela fé, conhece que há pão para o corpo, que há verdade para a mente e DEUS para a alma.

6- A Experiência Cristã Prova a Existência de DEUS
Se o pão existe, a fé nos leva a comê-lo, devemos encontrar nesta experiência alguma coisa que testifique a existência do pão. A experiência cristã prova indiscutivelmente a existência de DEUS, o que o nosso espírito aceita com segurança e como verdade. Até os não crentes testificam destas experiências dos crentes com DEUS. OS fariseus admiravam das transformações operadas na vida dos apóstolos, e davam, na verdade, uma excelente explicação, assim reconhecendo o evangelho.

7- Objeções às Provas a Existência de DEUS
Há duas objeções gerias contra a crença na existência de DEUS. A primeira é de origem intelectual; a segunda, moral.
7.1 – Objeção intelectual. Parte daqueles que observando o mundo, é desnecessária a existência de DEUS. DEUS governa o universo segundo as suas leis, e o motivo porque há tanta lealdade, tanta obediência a todas as leis é porque há um governador onisciente e onipresente
7.2 – Objeção moral. È a mais séria e baseia-se da presença do mal no universo. Dizem que se ele é onisciente e onipotente, logo na é bom. E se é bom e onipotente porque não acabar com as injustiças, guerras e misérias do mundo?
Dizem que deve-se a impotência ou ao seu indiferentismo. Seja como for não devemos culpar a DEUS pelos erros de Adão, quando escolheu fazer o mal. Todas as coisas criadas existem para o bem dos homens, e acontece que pelo seu mau uso, lhe tornam em mau.

A relação de DEUS com o universo

1- DEUS é a Origem do Universo
As escrituras sagradas declaram e afirmam que DEUS criou o universo. Portanto, o universo não tem existência própria. Não é eterno, teve o seu começo e consequêntemente o seu fim. Não há como saber quando o universo foi feito, e se descobríssemos seria muito bom. A bíblia apenas diz que “No principio criou DEUS os céus e a terra.

2- DEUS é um Espírito Livre Maior do que o Universo
Se DEUS é o criador do universo, logo ele é maior do que o universo. Se ELE é maior que o universo encerra-se duas verdades preciosas da Teologia: A imanência e a transcendência. DEUS, é tão grande o seu poder que ao invez d ocultar ele transcende de tudo. È verdade porém, que DELE, por ELE, para ELE são todas as coisas.

3- DEUS Governa o Universo por um Método Uniforme
Método uniforme é lei. Onde é empregado algum método uniforme ali sempre há uma lei. Então, quando dizemos que DEUS governa tudo em um método uniforme, queremos dizer também que ele estabeleceu leis segundo as quais ELE dirige todas as coisas.

4- DEUS tem um Propósito Espiritual Para Com o Universo
A melhor definição para apresentarmos estes propósitos espirituais que DEUS para com o universo seria: O propósito de DEUS em criar, sustentar e dirigir o universo é criar espíritos livres, capazes de bondade, e trazê-los em intima comunhão consigo mesmo. Tudo tem por fim a Glória de DEUS e a salvação do homem.

5- DEUS, como Criador, Tem o Direito de Governar o Universo Todo
Se DEUS é criador de tudo, tudo depende dele. A criação depende do criador. Por isso DEUS tem todo o direito desde governar toda a criação desde o reino mineral até o reino moral. A natureza de DEUS sobre os demais reinos abaixo do reino moral é governo absoluto. Só existe uma única vontade – A vontade de DEUS. Não há entre homem autoridade que se compare a de DEUS. A soberania de DEUS é a única, e eterna, e ela não há de existir enquanto existir a relação entre o criador e a criatura.

7- DEUS Governa Diretamente Todo o Universo, exceto a parte referente aos seres morais
Abaixo do reino moral não há outra vontade além da vontade de DEUS. DEUS criou seres morais, seres livres, os homens. DEUS lhe deu vontade própria.
Concluímos então que, a vontade de DEUS, em relação aos seres livres, não é vontade absoluta. DEUS não obriga ninguém a fazer a sua vontade , porque ele quer que o homem a faça voluntariamente
  
 Por Jamille Donato.












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